Ars Gratia Artis
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— Tu não me amas, eu sei. Uma mulher sempre sabe quando é amada ou não. E tu não me amas. — Anita, por favor!Ela calou-se e ofereceu-lhe a boca. Eduardo beijou-a, primeiro sem desejo, apenas para encerrar o diálogo, depois sofregamente, demorando no beijo. E puxando-lhe as calças do pijama para baixo, penetrou-a ali mesmo. Mordia-lhe a nuca cheirosa e os lóbulos das orelhas. Ela se deixou possuir sem prazer, sofrendo a posição que a expunha toda, sem reserva nem mistérios, estorcendo as mãos com que não podia segurá-lo. Depois, o ardor dele contagiou-a poderosamente, e curvando-se, os seios esmagados contra os joelhos, suspensa, fê-lo penetrá-la mais, até à loucura, e sentira-se como um oceano de água pesada duramente fendida pela quilha impetuosa dum barco de guerra. O espasmo veio engatinhando numa vereda de dor, como de carnes que se dilaceram. 
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